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AS 5 LESÕES MAIS COMUNS
NO FUTEBOL AMADOR

Jogador amador sentindo dor no joelho durante partida de futebol

A Copa do Mundo está rolando e a vontade de jogar bola aumentou, aquela pelada de sábado, o rachão entre amigos, o campeonato da empresa. O problema é que, enquanto os profissionais treinam todos os dias para suportar sprints, cortes e disputas físicas, o jogador amador costuma passar a semana inteira sem essa exigência e entra em campo no mesmo ritmo de quem joga por profissão.

Por que o futebol amador machuca tanto?

Estudos mostram que mais de 80% das lesões no futebol acontecem nos membros inferiores. No jogador amador, esse número ganha um agravante: o contraste entre o corpo "parado" durante a semana e o esforço repentino da pelada.

A boa notícia é que boa parte dessas lesões pode ter o risco reduzido com fortalecimento, controle de carga e acompanhamento profissional, mesmo para quem joga apenas uma vez por semana.

📋 Neste artigo

Veja as 5 lesões mais comuns entre jogadores amadores, o que a ciência mostra sobre cada uma e como reduzir as chances de ficar de fora do próximo jogo.

1. Ruptura do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

A lesão do LCA é uma das mais temidas e não só por profissionais. No futebol amador, costuma acontecer em movimentos de mudança de direção, desaceleração brusca ou aterrissagem após um salto: justamente os movimentos para os quais o corpo "destreinado" da semana não está preparado.

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Se você já passou por essa lesão (ou conhece alguém que passou), veja nosso artigo completo: Recuperação do LCA: tempo, fases e fisioterapia.

2. Lesões dos posteriores de coxa (isquiotibiais)

São das lesões mais frequentes no futebol em geral, e no amador costumam aparecer em um cenário bem específico: o sprint "do nada" para alcançar a bola, num músculo que não passou por nenhum trabalho de força durante a semana.

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3. Entorse de tornozelo

É clássica: o famoso "torci o pé" na disputa de bola ou na hora de driblar. No futebol amador, o grande problema não é a entorse em si, mas o que vem depois, muita gente "engole a dor", coloca gelo e volta a jogar no fim de semana seguinte sem nenhuma reabilitação.

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4. Lesões dos adutores e dor na virilha

Chutes, mudanças rápidas de direção e acelerações colocam os adutores em alta demanda e no jogador amador, essa demanda costuma chegar sem nenhum preparo prévio. Quando não tratada, a dor na virilha tende a se tornar persistente e a aparecer "sempre depois do jogo".

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5. Lesões meniscais

Os meniscos absorvem impacto e dão estabilidade ao joelho. No futebol amador, costumam se lesionar em movimentos de torção e aquele giro brusco para proteger a bola ou driblar um adversário.

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✓ Boa notícia

Nem toda lesão meniscal exige cirurgia. A decisão depende do tipo de lesão, dos sintomas e dos objetivos de quem joga — sempre com avaliação individualizada. A fisioterapia é usada tanto no tratamento conservador quanto na reabilitação após cirurgia.

O fator "fim de semana"

Apesar dos mecanismos diferentes, a maioria das lesões mais comuns no futebol profissional ou amador, compartilha os mesmos fatores de risco:

No jogador de fim de semana, o último ponto pesa ainda mais: a ausência de uma rotina de aquecimento e fortalecimento, mesmo que simples, é um dos fatores mais fáceis de corrigir e um dos que mais reduz o risco de lesão.

Quando procurar um fisioterapeuta?

Se a dor depois da pelada já virou rotina, isso não é normal e não precisa ser. Procure uma avaliação especializada se você notar:

⚠️ Atenção

A identificação precoce desses sinais ajuda não só na recuperação, mas principalmente na prevenção de uma lesão maior. Muitas vezes, um ajuste simples na rotina de treino é suficiente para você continuar jogando sem virar mais uma estatística.

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Perguntas frequentes

Não é recomendado. Dor durante ou depois do jogo é um sinal de alerta do corpo. Continuar jogando sem avaliação pode transformar um desconforto leve em uma lesão estrutural, como uma lesão meniscal ou ligamentar.
Entorses leves podem melhorar em 1 a 2 semanas, mas a recuperação completa da estabilidade e da propriocepção costuma levar de 4 a 6 semanas. Voltar a jogar antes desse período, sem reabilitação adequada, aumenta o risco de uma nova entorse e de instabilidade crônica.
Porque o corpo passa a semana em um nível de atividade muito mais baixo do que o exigido durante o jogo. Essa diferença brusca entre o sedentarismo da semana e o esforço intenso da pelada é um dos principais fatores de risco para lesões no futebol amador.
Sim. A fisioterapia preventiva identifica déficits de força, mobilidade e equilíbrio antes que se tornem lesões, além de orientar uma rotina de fortalecimento compatível com a frequência de quem joga 1 ou 2 vezes por semana.

Referências científicas

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Marissa Alves
Marissa Alves
Fisioterapeuta · CREFITO3: 295472-F

Formada pela UNIFAL-MG com pós-graduação em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP. Praticante de jiu-jitsu e musculação, atende atletas amadores e profissionais na Stronger Fisioterapia, em Vila Olímpia, São Paulo.